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Opinião: Circunstâncias da Agricultura empresarial e familiar As atividades técnicas essenciais têm sido esquecidas. Cab

27/03/2014 16:36:22

O setor agropecuário brasileiro e o de Mato Grosso, apesar da pujança para a economia nacional, desde há alguns anos, vêm gradativamente perdendo o caráter técnico agronômico para adotar um caráter comercial e mercantilista. A produção agropecuária é uma atividade biológica por excelência com interfaces e interações com o meio físico e químico.
Nós, Engenheiros Agrônomos trabalhamos com a essência da vida, apoiando os produtores rurais a aumentarem a eficiência fotossintética de suas lavouras e pastagens para conseguirem maior produção e alimentação para todos no planeta Terra. Para conseguir esta façanha, a Agronomia se desenvolveu associando condições climáticas, edáficas, genéticas, biológicas, econômicas, sociais e ambientais, em uma só ciência de gestão complexa e dinâmica. Por isso mesmo, apaixonante.
No entanto, num cenário triste e de indignação, percebe-se que a Agronomia está se transformando numa atividade que se realiza com apenas quatro elementos tecnológicos: sementes, fertilizantes, pesticidas e máquinas. São importantes ferramentas tecnológicas, porém não são as que poderão sustentar o agronegócio.
Já as atividades técnicas e essenciais ao desenvolvimento harmônico entre produção e ambiente, tais como, o planejamento de uso e manejo do solo e da água, o sistema de plantio direto com qualidade, o planejamento de rotações mais eficientes, planos de prevenção de pragas, doenças e plantas daninhas, ajuste da relação entre terra e força motriz, têm sido esquecidas.
Nestas circunstancias, identificam-se alguns pontos de reflexão em cada um dos seguimentos da atividade do agronegócio, vejamos: atuação do poder público, atuação comercial, atuação profissional, serviços de fiscalização e os produtores rurais.
Mas existem alguns caminhos que poderiam ser discutidos e trilhados como a iniciativa do poder público para retomar funções mais incisivas sobre o uso e manejo da terra, criando programas, projetos e aprimorando leis para proporcionar condições e exigir respostas. As empresas privadas se posicionar com foco na atividade comercial e ter outras iniciativas de cunho técnico para assistência, manejo e controle. E, quanto organizações de produtores que foram constituídas com o objetivo precípuo de cooperação e não o de obter lucros a qualquer preço tem a missão constitucional de ajudar na regulação da tecnologia agropecuária e assegurar aos produtores rurais uma assistência técnica baseada em parâmetros mais científicos que comerciais.

A classe profissional: Cabe-nos a missão de discutir e tomar posição em favor da sociedade, para a qual a nossa profissão foi regulamentada e tem o dever de atender com bons serviços.
Não há outra saída a não ser o de aproveitar o momento brasileiro pela eficiência e pela ética e propor um grande pacto pela qualidade técnica na agricultura empresarial e familiar.
João Dias é Engenheiro Agrônomo, presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (AEAMT) e especialista em Mercado Commodities Agropecuária pela – USP.


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